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terça-feira, 14 de março de 2017

Livro "Cai o Pano" - Agatha Christie #MulheresdaLiteratura


Comecei o livro pegando spoiler, mas a culpa foi toda minha. Em busca de saber qual a sequência da obra acabei descobrindo o que não queria. bruh

No livro temos um Hercule Poirot ainda famoso e agora bem idoso, depois de tantos anos de investigações acaba parando novamente na Mansão Styles, local do seu primeiro caso quando chegou na Inglaterra. Narrando o desenrolar da história temos novamente Hastings, antigo amigo do detetive e também com muita experiência nas costas, assim como algumas perdas.

"Para mim, a chegada a Styles St. Mary foi muito triste e dolorosa. Eu era um refugiado, ferido, exilado, vivendo de caridade num país estranho. Não, não estava nem um pouco feliz. Não sabia naquela época que a Inglaterra viria a ser o meu lar e que seria muito feliz aqui." (p. 15)

Logo de cara sabemos que Hercule tem algum conhecimento do que pode acontecer em Styles, transformada em um tipo de hospedaria e administrada pelo casal Luttrell, muitos convidados distintos aparecem e um deles está sendo investigado por Poirot. Hastings aceita a proposta do amigo de ajudá-lo na nova empreitada e acaba por se tornar seus olhos e ouvidos, visto que o detetive não está exatamente nas melhores condições.

Os primeiros capítulos do livro possuem alguma nostalgia e para quem leu "O Misterioso Caso de Styles" a experiência fica melhor. Confesso que apesar de ter gostado do livro não chega muito perto dos favoritos, mesmo com algumas revelações meio chocantes no final o decorrer da história é um pouco parado. Ou seja, um início bom, o meio chato e o final mais ou menos. Tem algum suspense, mas ainda faltou algo para prender como os antigos. 

Um dos pontos intrigantes é a relação dos jovens x mais velhos, muitos comentários de ambos os lados de forma negativa e talvez seja pelo reflexo do que autora vivia na época. As dificuldades nas relações de pais/mães e filhos, a mudança de pensamentos em relação as gerações e outros.

Das personagens femininas gostei muito da Judith que na maior parte do livro é criticada por sua postura fechada e crítica, percebam que como o livro é narrado por seu pai isso vai aparecer muito. Hastings têm alguns momentos irritantes e Poirot uns bons e outros nem tanto, dos outros personagens o/a assassinx têm uma característica bem relevante e para quem ler deve prestar atenção.

O livro não fica entre os melhores, mas vale a pena ler pela história do Poirot e o final com um plot twist diferente.

Nota: 3,5/5

Título: Cai o Pano
Autora: Agatha Christie
Editora: Nova Fronteira/L&PM
Páginas: + ou - 240
Sinopse: "A convite de Poirot, o capitão Hastings retorna ao local da primeira investigação de ambos: a mansão Styles. O tempo passou: o detetive belga envelheceu e está em uma cadeira de rodas; já a antiga mansão foi reduzida a uma mera hospedaria. A visita, porém, se revela mais que um reencontro entre velhos amigos. O instinto de Poirot, ainda afiado, lhe diz que entre os hóspedes há um assassino. E ele precisa que Hastings o ajude a identificá-lo antes que haja mais uma vítima – e antes que seu tempo acabe."
Créditos: Amazon, Editora Nova Fronteira e Editora L&PM
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Preparação Maratona #MulheresdaLiteratura


No mês de março o "Queria Estar Lendo" mais uma vez está organizando um especial para incentivar a leitura de obras escritas por mulheres, neste caso um projeto de leitura e estou na expectativa de completá-lo direito. O objetivo do post é separar meus livros de cada tema da semana e chamar vocês para participar. 


Dei prioridade aos livros que estão há algum tempo parados na minha estante.

Primeira Semana (Romance Policial): Cai o Pano - Agatha Christie 

Por que não consigo resistir aos livros dessa senhora e preciso terminar de ler o terceiro de um box que ganhei anos atrás. Tenho alguma ideia do que esperar do estilo de escrita e espero me surpreender como na maioria dos livros dela que li.

Segunda Semana (Terror/Horror, Sobrenatural ou Não):  A Assombração da Casa da Colina - Shirley Jackson

Indicação do pessoal do QEL, vou ler em ebook já que provavelmente não vou atrás do físico. 

Terceira Semana (Sci-fi/ficção especulativa): O Espelho do Tempo - Catherine Fisher

É, tem um tanto de fantasia na história, mas também está classificado como ficção científica. Além de ser um livro emprestado que preciso terminar de ler logo.

Quarta Semana (Alta Fantasia): Os Mistérios de Warthia - Denise Flaibam

Minha mãe ganhou em uma promoção e fiquei curiosa para ler na época, mas acabei não pegando o livro. Agora com a maratona resolvi que estava na hora, ainda mais por que queria incluir autoras brasileiras. Não sei o que esperar ainda, mas li alguns comentários positivos.

Pretendo comentar todos os quatro livros, mas talvez de forma breve pelo tempo curto, resolvi voltar a estudar.

E vocês alguma chance de participar? Quais livros recomendaria ou escolheria?

Para mais informações acessem o blog e participem do evento: aqui. Lá tem mais detalhes e outras explicações sobre os temas e outras dicas de leituras.

Até mais,

Polie

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Livro: "Love, Rosie", de Cecelia Ahern



Queridos leitores, estou de volta para falar de nada mais, nada menos do que do livro Love, Rosie! Pra quem não sabe, fiz uma resenha do filme (clique aqui), e até mencionei que quase comprei o livro, porém a fila da livraria estava enorme naquele dia, então desisti. Voltei alguns dias depois e olha, Deus sabe o que faz: a versão original do livro (ou seja, em inglês) estava em promoção e não tinha fila dessa vez, então botei na minha cabeça que aquilo era um sinal e trouxe um dos exemplares pra casa.

Comecei a ler na praça de alimentação do shopping, enquanto esperava meu lanche ficar pronto, e eu simplesmente comecei a rir sozinha no meio de um monte de estranhos, ainda no início do livro. A escrita da Cecelia Ahern é muito leve neste livro: são usados os formatos de carta, e-mail, mensagens de texto e algo como MSN (saudades do MSN, inclusive. Tempos que não voltam mais), além de fazer uso também de cartas formais como de admissão e demissão em empresas, bilhetes da professora, etc. O que não temos nesse livro – e eu achei fundamental para tornar toda a coisa mais dinâmica – é a predominância da primeira ou da terceira pessoa numa daquelas narrações cheias de parágrafos e travessões e diversas falas e mais parágrafos. Não há uma narração do tipo. Só temos esse recurso com cartas, e-mails, mensagens de texto, MSN etc. Conseguimos ter o ponto de vista de cada personagem da história a cada coisa que eles escrevem uns pros outros. É possível se botar no lugar de cada um deles, de sentir seus anseios, medos, felicidades e tudo mais.

Foi incrível como eu consegui mergulhar de cabeça na vida de cada um dos personagens, mas principalmente na vida de Rosie Dunne, personagem principal. Em certos momentos, cheguei a uma profundidade de sentimentos bem inesperada, pois trata-se de um livro aparentemente bem raso. Mas não é, de forma alguma. Pelo contrário. Me fez parar e perceber mais coisas à minha volta. Coisas para as quais não damos importância às vezes, mas são fundamentais. Me fez refletir sobre o tempo que temos, e como é ruim deixar que este simplesmente escorregue pelas nossas mãos enquanto simplesmente não fazemos nada para que cada minuto valha a pena.

Rosie Dunne viveu. Ela teve a opção de simplesmente existir, mas ela viveu. Ela viu seu sonho escapulir pelos dedos, passou por momentos difíceis, se recuperou, se superou, seguiu a vida; então levou outra porrada – e se reergueu de novo. Dia após dia, Rosie Dunne fez questão de não desperdiçar suas chances de ser feliz. Mesmo quando estava abaixo do fundo do poço, ela escalou pedra por pedra, até chegar à superfície novamente. Bravo, Rosie Dunne! Obrigada por essa lição de vida inesquecível.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Livro: "Cidades de papel", de John Green

Primeiramente, parabéns pra quem fez as atuais capas dos livros do John Green no Brasil. Faz você meio que ignorar o ditado "Não julgue o livro pela capa", porque desde a primeira vez que vi essa capa fiquei com uma super vontade de ler e não sosseguei até conseguir comprar.

       Finalmente fiz minha primeira leitura das férias: Cidades de papel, do John Green. Acredito que o motivo pra eu ter demorado tanto pra começar a ler nessas férias foi o cansaço mental de ler vários textos por semana, então quando meu descanso finalmente chegou resolvi me dedicar a assistir séries porque fazia tempo que não tinha tempo pra essas coisas, então resolvi aproveitar. Já que não viajei nesse carnaval, encarei minha estante e Cidades de papel me chamou. Comprei 3 livros do John Green (Cidades de papel, Teorema Katherine e Quem é você, Alasca?) de uma vez só depois que li A culpa é das estrelas (que amei, inclusive). Já li Teorema Katherine, mas não me deu vontade de fazer resenha. Cidades de papel, porém, me deu vontade de escrever sobre assim que terminei.
    A história se passa em Orlando, na Flórida. Quentin Jacobsen tem uma vizinha de infância chamada Margo Roth Spiegelman, por quem tem uma paixão platônica desde que se entende por gente. Numa bela noite, ela bate em sua janela e o chama para uma aventura da qual ele jamais vai se esquecer. Depois disso, Margo desaparece; simplesmente vai embora. No entanto, acaba deixando algumas pistas que só Quentin e seus amigos conseguem observar, e então eles partem em uma aventura para tentar encontrá-la, sem saber exatamente se ela quer ser achada – segundo uma das teorias de Quentin, ela poderia até ter cometido suicídio.
       Durante toda a trama, temos uma batalha interna em Quentin, tentando compreender a Margo e a si mesmo, por meio de metáforas criadas a partir das lembranças e pistas que Margo aparentemente deixa para ele. E são belas metáforas sobre como escolhemos viver, mas acho mais interessante que você leia o livro para entender melhor. Não tem graça se eu explicar tudo aqui.

Passeei pelo We Heart It e achei imagens bonitinhas com algumas das frases que gostei do livro:

 "Você vai para as cidades de papel e nunca mais vai voltar"

 "Ela amava tanto mistérios que acabou se tornando um"

"Lembre-se que, algumas vezes, o jeito que você pensa sobre a pessoa não é o que ela realmente é"

"O prazer não está em fazer a coisa, o prazer está em planejar"

"E talvez, imaginando esses futuros, podemos fazer com que se tornem realidade, e talvez não, mas de qualquer forma devemos imaginá-los"


ALERTA DE SPOILER ALERTA DE SPOILER ALERTA DE SPOILER

     A parte que mais me chamou atenção foi que só no final consegui compreender o que Margo quer dizer quando chama a cidade de Orlando de cidade de papel, chama as pessoas de pessoas de papel, a faculdade com a qual todo mundo sonha de faculdade de papel. Além do sentido literal de cidade de papel que é apresentado no livro, temos o sentido filosófico da coisa, o que Margo usa, que tem a ver com a superficialidade com que lidamos no dia a dia. Por exemplo, uma menina que todo mundo vê como bem-comportada, educada, pronta pra entrar na faculdade, arrumar um marido e ter filhos e ter condições de pagar a escola e a faculdade dos filhos pra que eles possam ser pessoas bem-comportadas, educadas e prontas pra entrar na faculdade, casar, ter filhos e assim por diante. Tudo isso, na visão dela, seria uma vida de papel, superficial. O que será que a menina bem-comportada e educada realmente era? O que ela realmente queria? Pensamos numa cidade que vamos de vez em quando como perfeita pra morar, mas a verdade é que não a vemos como ela realmente é, pois quem mora lá a vê com todos os defeitos também. Muitas vezes queremos entrar numa faculdade que parece ser tudo que você queria na vida, e você chega lá e vê que não é bem assim: a faculdade é boa, mas não aquilo tudo que as pessoas falam. É você que dá "nome" à faculdade. Nos apaixonamos por ideias, e desprezamos o real. É pensando nisso que Margo foge, pra ser ela mesma, sem rótulos que tinham nada a ver com ela.
     Não sei por quê mas, quando li as últimas páginas, fiquei um pouco decepcionada. Não sei se foi porque eu mesma construí uma imagem da Margo por causa das lembranças e descrições de Quentin, mas senti que faltou um pouco mais de atitude e de emoção por parte da Margo quando os amigos acham ela. E a última parte foi até legal, ficou tipo a questão se Capitu traiu Bentinho ou não: Margo foi pra Nova York ou voltou com Quentin e os amigos? Ou será que Quentin decidiu largar tudo pra ir pra Nova York com Margo? Não se sabe ao certo.


Espero que tenham gostado!

Mari


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Resenha: O Circo da Noite - Erin Morgenstern

"Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar.”

O Circo da Noite foi escrito por Erin Morgenstern, possui 365 páginas e lançado no Brasil em 2012 pela editora Intrínseca.

Fonte e créditos (imagem e informações): Skoob
Para adicionar o livro: Skoob e Goodreads

O Le Cirque des Rêves é definitivamente o tipo de circo que todo mundo gostaria de ir. É como o próprio nome diz dos sonhos. Um lugar magnífico para encontrar os mais diversos tipos de atração e mesmo se ele aparecer mais de uma vez na sua cidade, visto que ele nunca fica em apenas um lugar, você com toda certeza vai encontrar algo novo e nunca vai se esquecer.

O livro começa como um mistério sem você saber exatamente o que esperar, principalmente se não leu muito de resumos e resenhas. O circo chegando a uma cidade, um garotinha sendo abandonada pela mãe e deixada com o pai, pessoas poderosas, um desafio que envolve um duelo estranho e vários trechos em momentos diferentes com pessoas variadas nos capítulos. Esse é um dos pontos que chamam a atenção sobre a forma como a Morgenstern escreveu, o livro não segue uma linha do tempo e nem só os personagens principais. Diria que é muito bom e te faz expandir o campo de visão sobre o que está acontecendo, apesar de que algumas vezes fica cansativo, principalmente se você tem algum personagem favorito.

A história apesar de todos os seus segredos vai se desenrolando um pouco devagar e é como mergulhar em um mundo diferente e se apaixonar aos poucos pela magia. Os personagens são interessantes e podem surpreender em alguns momentos. Você termina o livro querendo que esse circo exista na realidade para poder aproveitar cada atração e conhecer as pessoas envolvidas nele.

Pode não ser um livro que se torne seu favorito, mas com toda certeza não é daqueles que você esquece tão fácil. Morgenstern escreveu uma história para encher sua imaginação em um mundo de fantasia no início do século passado.

Infelizmente  ficou menor do que eu gostaria, mas esse mês foi muito esquisito e eu queria,  pelos menos, comentar algo sobre ele. ~

Até mais,

Poliana

sábado, 29 de novembro de 2014

Resenha: O Irresistível Café de Cupcakes - Mary Simses

"Ellen é uma advogada de Manhattan e seu noivo está prestes a se tornar um importante político. Tudo em sua vida parece estar perfeito e no caminho certo. Até que ela decide realizar o último desejo de sua avó e entregar em mãos uma carta. Para isso, ela precisa ir para Beacon, uma charmosa cidadezinha do interior. Entre cupcakes de blueberry e deliciosas rosquinhas, Ellen desvenda os mistérios da vida de sua avó. Aos poucos, ela descobre os simples prazeres da vida e que "perfeito" nem sempre é o que parece." 
O Irresistível Café de Cupcakes é da autora Mary Simses e foi publicado pela Editora Paralela no Brasil. 
Fonte e créditos (imagem e informações): Skoob
Para adicionar o livro: Skoob e Goodreads


Wow! Voltamos! Novembro quase terminando e nenhum post? Nop, não aqui. E finalmente um post meu sobre livros...

Viagens para o interior com objetivo de resolver problemas do passado quase nunca duram uns dois dias, essas histórias estão aí para provar. Ellen que sempre foi muito ligada a sua avó materna resolve realizar o pedido dela de entregar uma carta para alguém em uma cidade que nunca tinha visitado antes, mas que fazia parte da vida de sua amada avó. Logo no primeiro dia um "pequeno" acidente acontece que liga-se a outro e assim por diante, para o desespero dela que ao mesmo tempo fica irritada e encantada com a cidade. O que ela não contava é que descobrir outros segredos da avó e conhecer Roy, entre outros habitantes da cidade iria lhe deixar mais conectada do que queria naqueles poucos dias.

A escrita da Mary é muito boa e o livro é adorável, não deixa de ser uma história que passa aquela impressão de “já li isso antes”, mas possui alguns elementos bons que te deixa com vontade de continuar o livro e conhecer mais da avó de Ellen e da cidade. Sem contar que fica aquela pergunta “de onde saiu o nome desse livro?”.

A Ellen é uma boa protagonista, no sentido de ter tanto seus defeitos quanto qualidades sem que se perca em alguém que não parece que poderia existir e acaba te conquistando aos poucos. Apesar de que a sua confusão de sentimentos pode deixar uma leve confusão sobre como muito pode mudar em tão pouco tempo. O Roy também tem seus altos e baixos, não deixa de ser um personagem cativante, mas tem horas que parece gostar de irritar - a Ellen que o diga -, mas aquele jogo de dardos não deixa de ser o melhor.

Outro ponto legal da história são músicas citadas ao longo dela, estou procurando para achar uma playlist com todas, envolve umas antigas variando de country e jazz. Deve ser bem mais divertido ler o livro ouvindo elas, se achar eu publico por aqui ou na página do blog no Facebook.

Ler o livro enquanto come alguma coisa entre as pausas também é uma boa ideia, principalmente se você como eu fica com fome só de citar cupcakes e camarão.

O final não deixa a desejar e é um pouco previsível, mas o livro é recomendado para quem quer ler em uma tarde tranquila no final de semana, ou no meio do ônibus lotado tentando esquecer o seu redor. Enfim, onde você quiser.

Até o próximo,

Poliana


P.S.: O site da autora tem uns extras bem legais: http://www.marysimses.com/

domingo, 7 de setembro de 2014

Sobre a minha relação com a leitura e a escrita

Fonte: http://weheartit.com/entry/136031562/search?context_type=search&context_user=ridhima1612&query=books

Não me recordo muito bem sobre quando ou como aprendi a ler e escrever. O que lembro é que meus pais sempre me incentivaram: compravam umas malinhas que vinham com coleções de livrinhos, com temas variados, como folclore, bíblia, animais etc. Assim que comecei a ter esse hábito, veio o primeiro problema: dores de cabeça constantes. Foi então que descobriram que eu tinha que usar óculos. E lá se vão 15 anos vendo o mundo pelas lentes, que simplesmente viraram parte de mim.
Depois de devorar várias coleções dessas (minha mãe sempre reclamava que comprava 8 livrinhos e eu lia todos em menos de duas horas), li meu primeiro “livro de verdade”, que foi a série do Harry Potter. Foi ali que senti uma ligação especial com a leitura e a escrita. Fiquei inspirada e escrevi várias histórias naquele computador branco e grande. Depois de um tempo, ele deu problema e perdi tudo, mas lembro que eram histórias realmente longas. Depois comecei a comprar cadernos de R$1,99 pra não correr o risco de um vírus acabar com todo o meu trabalho. Eram histórias bobas, mas me sentia muito feliz ao expressar nas palavras tudo que acontecia nos meus pensamentos. Foi então que tive a impressão de que queria fazer aquilo durante a minha vida inteira.
Quando eu tinha uns 13 anos, conheci um site chamado Floreios & Borrões, onde os fãs de Harry Potter publicavam fanfictions (histórias que os fãs criam se baseando em um livro, filme ou qualquer obra que lhes inspire), e aí comecei a publicar as minhas próprias (detalhe: só finalizei uma! Hahaha). Eu também lia várias histórias que outras pessoas escreviam, e passava horas a fio fazendo isso. Conheci as outras duas autoras do Bookworm like lá, e desde então nunca mais nos desgrudamos! Foi a escrita que nos uniu.
Com o passar dos anos, li várias outras obras e me aprofundei muito mais em maneiras de escrever e me expressar. Ainda acho que não escrevo perfeitamente bem, mas continuo com meu sonho de menina: viver dos meus próprios livros.

Então... essa é a minha primeira postagem aqui! Espero que tenham gostado!

Xx


Mari
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